Lista Vip, Como Transforma-la Em Uma Aliada

É fato que a cultura da lista Vip é um grande sangue suga da arrecadação dos eventos, mas você sabia que é possível transformar esse “limão” em uma rentável caipirinha? Mas vamos te ajudar a reduzir os malefícios e até ter vantagens sobre ela.

 

Não são poucos os desafios enfrentados pelos produtores de eventos e proprietários de casas noturnas para manter-se abertos e lucrativos nos dias de hoje. O que ouvimos de reclamações não é brincadeira, seja por causa dos altos impostos e taxas, custos de produção elevados, queda na consumação do público e por aí vai. Mas dentre todas as queixas, com certeza a campeã é a famigerada Lista Vip.

O assunto é bem delicado e a pergunta que sempre fica é: “Devo ou não fazer as listas? ” Pois bem, cada caso é um caso e deve ser analisado de formas diferentes, e é isso que vamos fazer. Vamos mostrar alguns artifícios que podem ser usados para gerar retorno com as listas ou para corta-las sem perder o apoio do público. Sem delongas, vamos lá!

 

Se você quer manter a lista

 

  • Limitar horários da lista vip.

Essa é algo que a maioria de quem trabalha com listas já faz, mas não poderíamos deixar de colocar.

Limitar o horário da lista vip faz com que os convidados cheguem mais cedo, gerando movimento na porta do evento fazendo-o parecer mais cheio. Além disso, quem já entrou vai convidar os amigos e, claro, vai começar a beber mais cedo.

 

As filas na porta despertam no público a ideia de que o evento vai ficar cheio.

 

  • Limitar quantidade da lista vip.

Parece algo simples limitar a quantidade de ingressos e realmente é, mas isso gera um gatilho poderoso na cabeça das pessoas, a escassez. Todos vão querer chegar mais cedo para não perderem o benefício.

E também há um outro fato, depois de encerrada a quantidade de pessoas da lista vip, os “atrasadinhos” ainda vão continuar chegando e vão ter duas alternativas: Pagar pra entrar ou perder a festa, mas quem vai chegar na porta de uma balada bombando e ir embora?

  • Consumação Mínima.

Exigir consumação mínima é muito praticado por casas noturnas de todo país, principalmente nas cidades maiores.

A consumação mínima garante que todos os presentes no evento gerem receita, afinal nada pior do que aqueles que ganham o ingresso e ainda por cima não consomem nada, não é mesmo?

  • Exigir Contrapartida.

Está ai um outro grande gatilho mental, o da reciprocidade. Exigindo, mesmo que sutilmente, contrapartidas para fazer parte da lista vip você faz com que os listados tragam retorno ao evento e elimina aqueles que não apoia em nada e sempre fica pedindo e pedindo.

A contrapartida mais comum e muito valiosa é pela divulgação. Você cede o ingresso e exige que a pessoa poste em sua timeline, stories, listas de transmissão ou até mesmo ajude nas ações presenciais. Você terá um retorno melhor nessa estratégia caso consiga atrair pessoas com maior poder de influência.

Outra forma de contrapartida é por vendas. Caso a pessoa venda uma determinada quantidade de ingressos ou cotas de patrocínio ela ganhará entradas para usar ou para revende-las. As quantidades ficam à seu critério.

O trabalho também é uma outra contrapartida muito comum em festas universitárias. Dessa forma a pessoa exerce uma determinada função por um tempo menor do que a duração total do evento e fica liberada para curtir depois do fim do expediente. Não é indicado usar esse tipo de mão de obra em funções de confiança como segurança ou caixa, por exemplo, já que fica difícil exigir comprometimento e qualidade nos serviços prestados. O mais indicado é servir bebidas em festas open bar.

Com a contrapartida a pessoa não enxerga o ingresso como grátis, ela percebe que o trocou por um serviço prestado, aumentando a percepção de valor do evento. O ideal é que se ofereça condições especiais para quem colaborar com o evento, que podem ser acessos ao camarim, ao camarote, brindes do evento e muitas outras coisas, assim as pessoas se sentirão gratas e passarão a ser embaixadoras do seu evento.

  • A metade do dobro.

Muito usado também em ingressos para estudantes, a metade do dobro parece ser antiético, mas na verdade é apenas uma reação às circunstâncias.

Claro, você deve colocar alguma condição para que a pessoa pague a metade, seja ela por idade, horário, cor de roupa, etc. Essa condição tem que ser algo fácil de se conseguir ou então que tenha pouca fiscalização. A pessoa fica feliz porque pagou a metade e você fica feliz porque recebeu integralmente.

 

Se você quer cortar as listas

 

  • Dar desconto em bebidas, não no ingresso.

Em suma, essa estratégia é bem parecida com a das consumações, só que ao invés de dar o ingresso e cobrar um valor específico em consumo, nesse caso você cobrará o ingresso e dará descontos na consumação, ou até mesmo presenteará a pessoa com alguma bebida.

Mas claro, essa estratégia deve ser usada com cuidado. Não é recomendável que seja estendida a todo o cardápio, o ideal é que se concentre em drinks e bebidas que você quer divulgar entre seus clientes e potencializar as vendas (ps: Você pode negociar preços melhores com seus fornecedores para colocar o produto dele nessa lista de descontos). Outra dica para ficar atento é não dar descontos em bebidas coletivas, como combos, já que uma pessoa poderia usar o desconto para abastercer várias outras que não o tem.

  • Fazer promoções por ingressos.

Já que não dá para negar que o público é um dos principais divulgadores do evento, uma alternativa é fazer promoções valendo ingressos e até alguns outros brindes como bebidas ou visitas ao camarim do artista. Assim, você estará distribuindo gratuitamente uma quantidade pequena de ingressos e ainda assim contará com muitas pessoas se engajando em suas divulgações.

Se você acha que seu evento tenha peso suficiente para isso, saia do clichê de curtir a página e marcar amigos. Peça fotos, vídeos, depoimentos… faça promoções mais ousadas e interativas, e com isso aumente o engajamento do público com sua marca, faça com que eles se sintam parte da festa.

  • Sensibilizar o público.

Sim, o público vai entender o seu lado como produtor de eventos, como profissional que depende do ingresso, da consumação e do apoio deles para que continue entregando a eles as festas de qualidade e as atrações que eles querem ver.

Um post que chamou nossa atenção recentemente foi o do Alex Almeida, produtor da festa “Fresh Water Festival”, que compartilhou em seu Facebook um post do próprio evento que dizia: “NÃO HAVERÁ CORTESIAS!” e expôs as dores em fazer um evento. A publicação gerou várias curtidas e comentários, e por incrível que pareça, todos os comentários em apoio. Tirem suas próprias conclusões.

Hoje eu vou tocar em um assunto delicado, mas que precisa ser falado, muito se cobra dos eventos do Rio de Janeiro, mas…

Posted by Alex Almeida on Tuesday, February 27, 2018

 

Outro que vive batendo nessa tecla é o DJ e proprietário da “Prime Beach Club”, Rodrigo Trindade, que nos revelou que não trabalha com listas off em nenhum de seus eventos. “- Só damos free nos seguintes casos: Ganhador de promoção ou Promoter que vende mais de 30 ingressos.”

Outra que comprou essa briga foi a cantora Anitta, que recentemente criticou em suas redes sociais os “pidões” de ingresso.

 

Como puderam ver, são várias as formas de conseguir ter retorno através das listas vip e até fazer ativação de marcas de patrocinadores, basta usar a criatividade.

Como você trabalha as listas vip em seu evento ou club? Conte pra nós nos comentários, adoraríamos saber. E caso tenha alguma sugestão para complementar esse post, deixe nos comentários também.

Mas se você quer fazer parte de uma LISTA VIP de verdade, inscreva-se em nossa newsletter no final dessa página ou então envie um WhatsApp para o número (31) 99622-8270 e peça para fazer parte de nossa lista de transmissão. Semanalmente enviamos novidades sobre nossos artistas, condições especialíssimas, e claro, mais posts como esse que poderão te ajudar muito.

 

Texto: Caio Arthuso | CEO Top Talent

 

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